Partido do MBL pede investigação sobre cassino em resort ligado a Toffoli

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Dirigentes do Movimento Brasil Livre (MBL) no Paraná protocolaram uma notícia-crime no Ministério Público do Paraná (MPPR) solicitando a investigação de um cassino informal no Tayayá Aqua Resort, em Ribeirão Claro. A hospedagem, associada à família do ministro Dias Toffoli do STF, estaria operando jogos de azar, incluindo cartas e máquinas de ‘vídeoloterias’, além de permitir a presença de crianças em áreas com consumo de bebidas alcoólicas.

A representação se baseia em uma reportagem do site Metrópoles, que revelou que repórteres que se hospedaram no resort foram convidados a participar de jogos após o horário oficial de funcionamento. Os dirigentes do MBL argumentam que a operação do cassino pode ser considerada ilícita, uma vez que não há evidências claras de licenças apropriadas para a exploração dos jogos. O texto ressalta que, mesmo que as ‘vídeoloterias’ sejam permitidas no Paraná, isso depende de convênios formais com o governo estadual.

Além da investigação sobre a regularidade das licenças, os dirigentes exigem que o MPPR analise a segurança das crianças nas instalações do resort, uma vez que a presença delas em áreas de jogos pode violar o Estatuto da Criança e do Adolescente. A cunhada do ministro Toffoli negou qualquer ligação de seu marido com o resort, ressaltando que a empresa que possuía o local não está relacionada a ele. O desdobramento desta questão pode impactar a imagem do ministro e levantar discussões sobre a legalidade de atividades de jogos no estado.

Compartilhe esta notícia