Viagens de segurança do STF revelam crise envolvendo ministro Toffoli

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

O Supremo Tribunal Federal (STF) revelou que o pagamento de diárias para segurança gerou 128 dias de viagens a um resort em Ribeirão Claro, Paraná, entre 2022 e 2025. Essas viagens ocorreram durante feriados, finais de semana e recessos, levantando questionamentos sobre a conduta do ministro Dias Toffoli, que frequenta o local. Até o momento, nem o STF nem Toffoli se pronunciaram sobre o assunto.

Os dados obtidos pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região indicam que a maior parte das viagens coincidiu com o recesso do Judiciário. Toffoli é relator de um caso que envolve o Banco Master, que enfrenta uma liquidação extrajudicial, o que adiciona complexidade à situação, já que sua atuação pode ser vista como potencialmente conflitante. Além disso, um empresário envolvido em fraudes foi identificado como parte do contexto que envolve o resort.

As implicações dessas viagens geram um clima de desconforto dentro do STF, onde se discute a possibilidade de declarar Toffoli impedido de atuar em certos casos. A condução do ministro no caso do Banco Master provocou críticas, levando a Corte a considerar transferir investigações para a primeira instância. A crise em torno de suas decisões, consideradas atípicas, reflete uma busca por soluções para restaurar a integridade do tribunal.

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