Na quinta-feira, a Marinha francesa interceptou um petroleiro no Mar Mediterrâneo, que vinha da Rússia, em uma operação coordenada com o Reino Unido. O navio, denominado Grinch, é suspeito de operar sob uma bandeira falsa e foi direcionado para ancoragem a fim de passar por inspeções mais minuciosas. Essa ação é parte de uma missão mais ampla para combater a frota paralela russa, alvo de sanções internacionais.
As autoridades marítimas francesas relataram que o Grinch partiu de Murmansk, na Rússia, e que sua interceptação se dá em um contexto de esforços globais para reprimir embarcações que burlam as sanções. O presidente francês, Emmanuel Macron, enfatizou a determinação do país em defender o direito internacional e garantir a aplicação efetiva das restrições impostas à Rússia. O petróleo tem um papel crucial na economia russa, permitindo investimentos no esforço bélico sem afetar drasticamente a população local.
A França, em conjunto com outros países, busca estabelecer acordos com nações que registram esses navios para facilitar a abordagem dessas embarcações. A resposta da Rússia, que descreve a ação como pirataria, aponta para um aumento nas tensões geopolíticas. O capitão do Grinch enfrentará julgamento em fevereiro por supostamente não ter cooperado durante a operação de interceptação.

