O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, manifestou preocupação em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, em declaração feita em 22 de janeiro de 2026. Ele ressaltou que a apreensão se intensificou após a judicialização do acordo pela Comissão Europeia e a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, situações que podem impactar negativamente as exportações brasileiras.
Viana enfatizou que o acordo, que envolve economias com um PIB conjunto de US$ 22 trilhões, é benéfico para ambas as partes, mas enfrenta considerável resistência na Europa. Ele mencionou que as salvaguardas estabelecidas são essenciais para proteger o mercado, além de informar que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, priorizará a aprovação do acordo no Legislativo brasileiro para 2026, o que poderá acelerar a implementação.
Por fim, Viana reiterou a necessidade de uma ação conjunta entre os líderes do Mercosul para fortalecer a posição brasileira nas negociações com a Europa. Ele também observou que a revisão jurídica do acordo é uma prática comum, citando precedentes como o tratado entre a UE e o Canadá. A situação atual exige atenção, pois os desdobramentos podem influenciar o ambiente comercial entre os blocos.

