O Japão interrompeu a reinicialização da usina nuclear Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo, apenas um dia após seu retorno às atividades. O problema surgiu durante a sequência de inicialização e, segundo a operadora, não há previsão para a resolução da falha. A usina, localizada na província de Niigata, estava parada desde o acidente de Fukushima em 2011 e finalmente recebeu autorização para reiniciar na quarta-feira.
O recomeço das operações na usina representava um marco importante para o Japão, que busca diversificar suas fontes de energia e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. No entanto, a suspensão da reinicialização levanta preocupações sobre a segurança das instalações nucleares no país, especialmente em um contexto onde a confiança pública ainda está abalada após o desastre de Fukushima. A operadora está sob pressão intensa para garantir que todas as normas de segurança sejam seguidas rigorosamente.
As implicações dessa suspensão podem ser significativas, afetando não apenas a política energética do Japão, mas também suas relações internacionais em um cenário global em que a energia nuclear é um tema controverso. O governo japonês, que já enfrenta desafios com sua política energética, terá que lidar com as repercussões dessa interrupção e decidir sobre os próximos passos para garantir a confiança pública e a segurança das instalações nucleares.

