A União Europeia adotou uma estratégia agressiva para reduzir a compra de gás natural da Rússia após 2022, resultando em mudanças significativas no cenário energético do bloco. Antes da ruptura, quase metade do gás importado pela Europa era russo, mas hoje essa cifra caiu para aproximadamente 12%. Essa decisão reflete uma tentativa de diversificar as fontes de energia e reduzir a vulnerabilidade geopolítica.
Com a diminuição das importações russas, os países europeus passaram a se voltar para o gás liquefeito dos Estados Unidos, o que aumentou a influência americana no setor energético da Europa. Essa transição não apenas altera as relações comerciais, mas também levanta questões sobre os riscos associados à nova dependência do gás americano. A mudança pode impactar tanto a segurança energética quanto as políticas ambientais dos países europeus.
As implicações dessa nova dependência energética são vastas e complexas. O fortalecimento da influência dos EUA na Europa pode mudar a dinâmica política e econômica, gerando debates sobre a viabilidade a longo prazo dessa estratégia. À medida que a União Europeia avança nesse novo caminho, será crucial monitorar como essa transição afetará suas relações internacionais e a sustentabilidade de suas políticas energéticas.

