Em uma votação no dia 22 de janeiro de 2026, os conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiram por unanimidade negar os embargos de declaração apresentados pela Petlove, em relação à fusão entre Petz e Cobasi. O relator, José Levi Mello do Amaral Jr., argumentou que não havia contradições a serem corrigidas na decisão anterior, que já havia aprovado a fusão sob condições específicas.
A fusão entre Petz e Cobasi, que foi homologada em dezembro de 2025, exige a venda de 26 lojas localizadas no Estado de São Paulo, representando 3,3% do faturamento combinado das empresas. A Petlove, terceira maior varejista do setor, contestou que o acordo poderia permitir a venda dos ativos a múltiplos compradores, o que, segundo eles, contradiz as indicações anteriores do Cade em favor de um único comprador.
Com a fusão, uma nova entidade chamada União Pet surge, operando sob o ticker AUAU3 na B3 e tendo um valor de mercado estimado em R$ 6,8 bilhões. O desdobramento dessa fusão poderá impactar significativamente o mercado pet no Brasil, alterando a dinâmica competitiva e a oferta de serviços e produtos para os consumidores.

