O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou, no dia 22 de janeiro de 2026, a aprovação de alterações significativas no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Essas mudanças visam alinhar o fundo a padrões internacionais e agilizar o processo de ressarcimento, especialmente após o início dos pagamentos relacionados ao Banco Master, que foi liquidado em novembro do ano anterior.
Entre as principais alterações, destaca-se a nova regra que permite ao conselho de administração do FGC propor ajustes nas contribuições das instituições associadas. Essas propostas serão analisadas pelo Banco Central antes de serem decididas pelo CMN. Atualmente, não há planos para aumentar as alíquotas de contribuição, mas o FGC deverá honrar cerca de R$ 47 bilhões em garantias até 2025, o que pode exigir medidas adicionais para manter a liquidez.
Além de melhorar a agilidade dos pagamentos, as novas diretrizes promovem maior transparência e estabilidade dentro do sistema financeiro nacional. O FGC enfatizou que as mudanças não afetarão as liquidações recentes, e que a intenção é garantir um processo confiável e previsível, alinhado às melhores práticas internacionais. Essas medidas são vistas como essenciais para preservar a confiança no sistema financeiro do país.

