A Receita Federal do Brasil anunciou, em 22 de janeiro de 2026, que espera arrecadar R$ 200 bilhões este ano por meio de um modelo de ‘cobrança amigável’. A estratégia, conforme explicou o secretário especial Robinson Barreirinhas, se concentra na autorregularização de devedores ocasionais e no endurecimento contra aqueles que são considerados contumazes. Essa iniciativa visa modernizar a atuação do Fisco, abandonando uma postura reativa e repressiva em favor de um diálogo mais proativo com os contribuintes.
A nova abordagem prioriza a orientação e o tratamento personalizado dos contribuintes, permitindo que bons pagadores sejam beneficiados com a ausência de multas. Barreirinhas destacou que a cobrança amigável se posiciona entre a inadimplência inicial e o litígio, buscando interromper este ciclo de forma eficiente. A estratégia foi recentemente formalizada na Lei Complementar 225, sancionada no início de janeiro, que altera o Código de Defesa do Contribuinte.
Com essa mudança, a Receita pretende fortalecer a fiscalização sobre os devedores contumazes, que se utilizam da inadimplência como estratégia de negócio. O secretário afirmou que a nova lei permitirá punições mais severas e um combate efetivo à sonegação, especialmente em setores críticos como o de cigarros. Essa realidade é crucial, uma vez que os recursos arrecadados impactam diretamente em áreas essenciais como saúde e educação.

