Queda nas taxas de juros reflete cenário internacional e eleitoral no Brasil

Rafael Barbosa
Tempo: 2 min.

Os juros futuros na B3 apresentaram uma queda significativa nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, em meio a um ambiente global otimista para mercados emergentes. A distensão do conflito geopolítico entre Estados Unidos e Europa foi um fator chave para essa mudança, mesmo sem novidades sobre o acordo entre o governo americano e seus aliados europeus. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 13,744% para 13,68%, refletindo esse movimento positivo.

Os economistas destacam que a combinação de um cenário internacional favorável, com expectativa de queda de juros nos EUA, e a pesquisa eleitoral divulgada no Brasil contribuíram para a queda dos DIs. Marcelo Fonseca, economista-chefe da CVPAR Quadrante, enfatizou que as declarações do presidente americano sobre a Groenlândia reduziram a percepção de risco, beneficiando o Brasil. Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, também apontou que o bom desempenho dos DIs e a valorização do real reforçam a expectativa de um corte na Selic em março pelo Copom.

Além dos fatores internacionais, a pesquisa Apex/Futura, que mostrou Lula e Flávio Bolsonaro liderando as intenções de voto para a presidência, teve um impacto significativo nas expectativas eleitorais. No entanto, analistas como Tiago Hansen ressaltam que o cenário macroeconômico global foi o principal responsável pela movimentação das taxas de juros. Com a volatilidade política em vista, o mercado continua atento aos desdobramentos eleitorais e suas possíveis repercussões na economia brasileira.

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