No dia 22 de janeiro de 2026, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou uma impressionante alta de 2,20%, alcançando 175,5 mil pontos. Esse desempenho histórico foi impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela expectativa de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, após dados econômicos otimistas. O dólar também teve queda, encerrando a R$ 5,28, o menor valor desde novembro de 2025.
Os bancos foram os principais responsáveis pela alta do índice, com o Banco do Brasil liderando os ganhos, seguido por Itaú, Bradesco e Santander. A atenção do mercado também se voltou para a retórica do presidente dos EUA, que suavizou sua postura em relação à Groenlândia e suspendeu tarifas planejadas contra países europeus. Essa combinação de fatores contribuiu para um aumento do apetite ao risco entre os investidores internacionais.
Os dados do PIB dos Estados Unidos, que cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2025, e a inflação em níveis controlados, abrem caminho para um possível corte de juros, o que poderia afetar a política monetária brasileira. O Comitê Federal de Mercado Aberto dos EUA se reunirá em breve, e as expectativas de um corte de 0,5 ponto percentual até o final de 2026 são altas. Essa situação pode continuar a atrair investimentos estrangeiros, mantendo o Ibovespa em trajetória ascendente.

