O colunista Andy Beckett destaca como a Grã-Bretanha, tradicionalmente focada na ameaça russa, agora deve reconsiderar a potencial hostilidade dos Estados Unidos sob a presidência de Trump. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as narrativas de insegurança têm sido moldadas por líderes políticos e instituições que cultivam uma percepção de ameaça externa, refletindo um comportamento histórico da nação.
Beckett observa que o Estado britânico, muitas vezes desvalorizado, continua a ser eficaz em convencer a população de que outros países representam riscos. A cultura de alerta constante se manifesta através de declarações de autoridades, serviços de inteligência e até mesmo da mídia, que frequentemente recebem breves informais sobre questões de segurança nacional. Essa prática, embora sutil, revela como a narrativa de ameaça é parte integrante da política britânica.
As implicações dessa análise são significativas, pois sugerem uma mudança de foco nas prioridades de segurança do Reino Unido. À medida que a percepção de ameaça se desloca dos tradicionais rivais europeus para aliados como os EUA, é essencial que as instituições britânicas reavaliem suas estratégias de defesa e diplomacia. O debate sobre a segurança nacional pode, portanto, ser redefinido, levando a novas dinâmicas nas relações internacionais.

