Seguranças que atendem o Supremo Tribunal Federal (STF) estiveram no Tayayá Resort, em Ribeirão Claro, no Paraná, por ao menos 134 dias entre janeiro de 2022 e novembro de 2025. As diárias pagas a esses profissionais totalizaram R$ 548,9 mil, conforme registros do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região. Essa informação foi divulgada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo Estadão.
A presença dos seguranças no resort coincide com o período de recesso do Judiciário, que ocorre em meses como janeiro e julho. As diárias incluem fins de semana e feriados, levantando questões sobre os motivos das visitas frequentes ao local. Além disso, a família do ministro Dias Toffoli tinha participação no resort até 2021, o que complica a relação entre o político e as operações financeiras em torno do estabelecimento.
As investigações em curso sobre o Banco Master, do qual Toffoli é relator, e a ligação do resort com fundos suspeitos de sonegação fiscal, ampliam as implicações do caso. O CEO do banco foi preso em novembro de 2025, aumentando a pressão sobre as autoridades. A situação evidencia as interconexões entre política e negócios, destacando a necessidade de maior transparência e ética nas ações de servidores públicos.

