No dia 22 de janeiro, em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou seu ‘Conselho de Paz’ para resolver conflitos globais. Após o discurso que abordou crises em Gaza, Irã, Ucrânia e Venezuela, ele surpreendeu ao retirar o convite ao primeiro-ministro canadense, um gesto que levantou questionamentos sobre sua abordagem diplomática e as relações com o Canadá.
O ‘Conselho de Paz’, que pretende funcionar em colaboração com a ONU, foi criado em um contexto de ceticismo internacional. Trump assinou a formação da entidade, que cobra adesão de US$ 1 bilhão, enquanto líderes como Javier Milei, da Argentina, e Santiago Peña, do Paraguai, compareceram ao lançamento. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, criticou o sistema de governança global dos EUA, o que levou à sua exclusão do conselho.
A iniciativa de Trump busca reforçar sua imagem de pacificador, especialmente após sua frustração por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. Contudo, a criação do conselho e a retirada do convite a Carney levantam dúvidas sobre sua real eficácia e compatibilidade com as normas da ONU. O desdobramento dessa situação poderá impactar ainda mais as relações diplomáticas entre os EUA e seus aliados tradicionais.

