Em uma conversa telefônica realizada em 23 de janeiro, o presidente chinês Xi Jinping solicitou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Brasil e China defendam o ‘papel central’ da ONU na comunidade internacional. A ligação ocorreu um dia após a inauguração do ‘Conselho de Paz’ pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Davos, gerando preocupações sobre uma possível rivalidade com a ONU.
Durante a conversa, Xi destacou que, em meio à atual conjuntura internacional, tanto o Brasil quanto a China devem ser ‘forças construtivas’ para a manutenção da paz global. Ele não mencionou diretamente o conselho de Trump, mas enfatizou a importância de ambos os países se manterem do lado certo da história e defenderem a justiça internacional. O ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil expressou ceticismo em relação ao governo Trump, considerando sua proposta como uma possível revogação das funções da ONU.
As relações econômicas e políticas entre Brasil e China permanecem fortes, com ambos os países se apresentando como defensores do sistema multilateral de comércio. Xi, em conversas anteriores, já havia destacado a importância da autossuficiência entre potências emergentes. A posição de ambos os líderes poderá influenciar as dinâmicas globais, especialmente em relação ao papel da ONU em um cenário internacional em transformação.

