Kazuo Ueda, presidente do Banco do Japão (BoJ), declarou nesta sexta-feira (23) que a instituição considerará elevar a taxa de juros se a economia e os preços forem compatíveis com as projeções. O banco central, no entanto, decidiu manter a taxa básica em 0,75% ao ano, conforme as previsões de analistas consultados. Ueda enfatizou que os riscos relacionados às perspectivas econômicas estão equilibrados e que os efeitos de um aumento anterior nas taxas podem levar tempo para se manifestar na economia real.
O presidente do BoJ destacou que as condições financeiras no Japão continuam favoráveis, mas alertou para a atenção necessária em relação ao impacto da fraqueza do iene e dos preços de importação elevados na inflação subjacente. Ele mencionou a importância de observar os movimentos no mercado de câmbio, especialmente à medida que a inflação se aproxima da meta de 2%. Além disso, Ueda comentou sobre os crescentes rendimentos dos títulos de dívida, não descartando a possibilidade de intervenções no mercado, se necessário.
Ueda também enfatizou que o BoJ manterá uma comunicação próxima com o governo ao deliberar sobre futuros aumentos nas taxas de juros. O foco principal, segundo ele, está na inflação subjacente, em vez de nos índices econômicos principais. A abordagem cautelosa reflete a complexidade do cenário econômico atual e a necessidade de uma análise detalhada antes de qualquer mudança na política monetária.

