A FedEx anunciou recentemente o encerramento de suas operações de entrega doméstica no Brasil, um movimento que simboliza os desafios enfrentados pelas transportadoras no país. Essa decisão, reportada no início de janeiro de 2026, é resultado de uma combinação de custos crescentes, infraestrutura deficiente e um ambiente de insegurança que tem afastado empresas do setor.
O ex-economista do Banco Mundial, Cláudio Frischtak, e outros especialistas destacam que o Brasil apresenta um dos maiores custos logísticos do mundo, representando 13,85% do PIB. Além disso, o déficit de motoristas e as condições precárias das estradas contribuem para a dificuldade do setor. A saída da FedEx da operação de última milha reflete uma estratégia global da empresa de focar em entregas internacionais, ao mesmo tempo em que o mercado interno sofre com a informalidade e a competição acirrada.
O impacto dessa decisão pode ser profundo, pois evidencia a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura e segurança no transporte. À medida que o comércio eletrônico cresce, as transportadoras tradicionais enfrentam um mercado cada vez mais competitivo, dominado por soluções logísticas próprias de grandes varejistas. Assim, a situação atual pode levar a uma concentração ainda maior do setor, com menos players atuando efetivamente no Brasil.

