Após quase seis anos de disputas judiciais e tensões diplomáticas, o TikTok anunciou um acordo para estabelecer uma nova entidade nos Estados Unidos, onde investidores não chineses terão controle majoritário. A controladora chinesa, ByteDance, ficará com menos de 20% da nova operação, que será liderada por um consórcio incluindo a Oracle, a gestora MGX e a Silver Lake.
Esse acordo foi desenhado para atender à legislação aprovada em 2024 pelo Congresso americano, que exigia a separação da empresa da ByteDance até 2025, evitando assim um possível banimento do aplicativo no país. O ex-chefe de operações do TikTok, Adam Presser, assumirá a liderança da nova empresa, que terá um conselho com maioria de membros dos EUA, focando na moderação de conteúdo local.
Embora o ex-presidente Donald Trump tenha elogiado o acordo, ressaltando que os novos controladores são “grandes patriotas”, especialistas alertam que a mudança pode não eliminar as controvérsias existentes. A transição do risco de influência estrangeira para a interferência política interna pode trazer novos desafios para a plataforma, que continua diante de um cenário de incertezas.

