Nesta sexta-feira, 23 de janeiro, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, superou duas moções de censura que ameaçavam seu governo de centro-direita. A aprovação do orçamento de 2026, prevista para fevereiro, é crucial em meio à crise política que afeta a segunda maior economia da União Europeia, intensificada pela antecipação das eleições de 2024.
Desde a sua ascensão ao cargo em setembro, Lecornu tem enfrentado um Parlamento dividido em três blocos: esquerda, centro-direita e extrema direita. Para evitar a queda de seu governo, ele prometeu submeter o orçamento à votação parlamentar, o que resultou na aprovação parcial de medidas relacionadas ao financiamento da Seguridade Social. Contudo, o debate sobre o financiamento do Estado gerou impasses, levando-o a acionar o artigo 49.3, que permite a aprovação do orçamento sem votação.
O governo francês pretende utilizar novamente o artigo 49.3 para garantir a votação final do orçamento, enquanto a oposição ameaça novas moções de censura a cada passo. O projeto orçamentário visa sanear as contas públicas e reduzir o déficit para 5% do PIB até 2026, incluindo medidas que atendem às demandas da oposição socialista, a fim de evitar novas crises políticas.

