Talibã solta atleta feminina após 13 dias de detenção

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

A atleta Khadija Ahmadzada, de 22 anos, foi libertada após permanecer 13 dias presa pelo Talibã, que a acusou de violar regras referentes a academias de esportes femininos. Sua detenção, noticiada por um porta-voz do grupo, gerou repercussão e preocupações sobre a crescente repressão aos direitos das mulheres no Afeganistão. A libertação aconteceu em 23 de janeiro de 2026, marcando um momento crítico na luta das mulheres por seus direitos no país.

A situação de Ahmadzada destaca a difícil realidade enfrentada por mulheres no Afeganistão, especialmente em áreas como o esporte, onde as regras impostas pelo Talibã limitam severamente suas atividades. A repressão a atletas femininas reflete um padrão mais amplo de restrições que têm sido implementadas desde a volta do Talibã ao poder. Observadores internacionais têm expressado preocupações sobre as repercussões de tais ações sobre a saúde mental e o bem-estar das mulheres afegãs.

O caso de Khadija Ahmadzada poderá servir como um catalisador para um debate mais amplo sobre os direitos das mulheres no Afeganistão, especialmente em um momento em que a comunidade internacional observa atentamente as ações do Talibã. Organizações de direitos humanos têm solicitado que o governo talibã respeite os direitos das mulheres, e a libertação da atleta pode ser um passo positivo, ainda que insuficiente, em meio a um contexto de graves violações. A situação continua a ser monitorada por ativistas e pela mídia global.

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