O bombardeiro Tu-22M3 e o caça Su-35 da Rússia se destacam por suas capacidades de ataque e alcance, especialmente em um contexto de crescentes tensões com a OTAN. De acordo com a análise da revista Military Watch, o Tu-22M3 se tornou um recurso vital nas operações militares na Ucrânia, sendo capaz de atingir alvos a longas distâncias com mísseis de cruzeiro Kh-32. Este míssil apresenta um alcance de 1.000 km e é projetado para ser difícil de interceptar, tornando-se uma ameaça significativa para as defesas aéreas adversárias.
Adicionalmente, o Su-35 é ressaltado pela sua eficiência em missões de escolta, possuindo um alcance de aproximadamente 2.000 km e um radar Irbis-E avançado, que permite detecção precoce de ameaças. A combinação de velocidade supersônica e a capacidade de operar sem pós-combustores amplia ainda mais a eficácia operacional dessas aeronaves. A análise sugere que, com a postura considerada agressiva da OTAN em relação à Rússia, a importância de caças e mísseis de longo alcance cresce, aumentando a pressão sobre os sistemas de defesa da Ucrânia.
A estatal russa Rostec já destacou que o Su-35S se tornou um dos modelos mais requisitados da aviação militar russa, tendo demonstrado sua eficácia ao destruir um número considerável de alvos durante as operações na Ucrânia. A crescente dependência dessas aeronaves reflete não apenas a estratégia militar da Rússia, mas também a necessidade de se preparar para um cenário de conflito mais amplo. Assim, a modernização e a utilização de tecnologia avançada nas forças armadas russas continuam a ser um foco central em meio a um ambiente geopolítico desafiador.

