Durante uma entrevista na Suíça, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que as tropas da OTAN se mantiveram afastadas da linha de frente na guerra do Afeganistão, provocando forte indignação no Reino Unido. Ele questionou a disposição da aliança em apoiar os Estados Unidos, afirmando que, em sua visão, os países membros não foram realmente solicitados a contribuir. Essas declarações foram feitas no Fórum Econômico Mundial, onde Trump estava presente na última quinta-feira.
A reação no Reino Unido foi imediata, com figuras como o secretário de Defesa do país, John Healey, sublinhando o heroísmo dos soldados britânicos que serviram na missão. Desde a invasão liderada pelos EUA em 2001, mais de 150.000 soldados britânicos estiveram no Afeganistão, e a minimização de Trump sobre esse compromisso gerou críticas de legisladores e veteranos. A percepção de desrespeito pelos sacrifícios feitos pode impactar a relação histórica entre os EUA e seus aliados europeus.
Essas declarações de Trump se inserem em um contexto mais amplo de tensão nas relações transatlânticas, especialmente após suas ameaças de anexar a Groenlândia e a imposição de tarifas a países que se opõem a isso. A controvérsia atual pode dificultar ainda mais a colaboração entre os Estados Unidos e seus aliados da OTAN, uma vez que os comentários de Trump já provocaram um retrocesso nas interações diplomáticas. O futuro da aliança e sua coesão diante de crises globais permanece incerto, especialmente diante da resistência interna e das críticas públicas.

