Otan e Dinamarca reforçam segurança no Ártico após recuo dos EUA

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

No dia 23 de janeiro de 2026, em Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, firmaram um compromisso de reforçar a segurança no Ártico. Essa decisão foi influenciada pela recente mudança de postura do presidente dos Estados Unidos, que retirou a ameaça de uma ação militar sobre a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca.

Frederiksen enfatizou que a defesa do Ártico é uma preocupação coletiva para a aliança, e a Dinamarca se comprometeu a aumentar sua presença militar na região. A primeira-ministra se prepara para uma visita à Groenlândia, onde discutirá questões de segurança com seu homólogo groenlandês. As tensões nas relações entre a Europa e os EUA, geradas pelas ameaças de Trump, foram um fator relevante nas conversas sobre segurança na região.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, anunciou que as discussões sobre segurança entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos começarão em breve. O foco será a renegociação do acordo de defesa de 1951 sobre a Groenlândia, permitindo um aumento na presença militar dos EUA. Este cenário aponta para um fortalecimento da cooperação militar na região, em resposta a preocupações sobre a influência da China e da Rússia no Ártico.

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