No Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou em sua abordagem sobre tarifas a países europeus, mas não hesitou em criticar líderes como Emmanuel Macron, da França, e Mark Carney, do Canadá. Em um discurso improvisado, que durou mais de uma hora, Trump atacou a energia eólica na Europa e questionou a gratidão de Carney em relação aos Estados Unidos, afirmando que o Canadá depende economicamente do seu país.
As declarações de Trump provocaram reações imediatas, incluindo uma resposta do gabinete de Macron, que desmentiu as alegações sobre aumento de preços de medicamentos na França. Além disso, a posição da Espanha sobre gastos com defesa também foi alvo de críticas do presidente americano, que expressou descontentamento com o fato de o país não seguir as diretrizes da OTAN para aumento de despesas militares. Essas tensões entre Trump e líderes ocidentais refletem um clima de discordância em questões cruciais de política internacional.
As implicações do discurso de Trump vão além das críticas individuais, pois evidenciam um descontentamento com as alianças tradicionais e as políticas de energia sustentáveis. Os comentários sobre a energia eólica foram minimizados por representantes da União Europeia e da indústria, destacando a divergência nas visões sobre mudanças climáticas e economia global. A continuação desse tipo de retórica pode impactar negativamente as relações diplomáticas e as colaborações em questões ambientais entre os EUA e seus aliados.

