O governo do Equador aceitou a proposta da Colômbia para uma reunião sobre a guerra comercial que afeta as relações bilaterais, embora tenha solicitado uma nova data para o encontro. A confirmação veio através da ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, em declarações feitas em 23 de janeiro de 2026. A disputa entre os países se intensificou com a imposição de tarifas de 30% por ambos os lados, refletindo também questões relacionadas ao narcotráfico na fronteira comum.
A ministra explicou que o Equador não poderá comparecer à reunião proposta para este domingo (25) devido à visita de uma missão de segurança de um país parceiro no combate ao crime organizado. A proposta da Colômbia para um encontro bilateral foi vista como uma tentativa de apaziguar as tensões, que se agravaram ainda mais após a suspensão do fornecimento de eletricidade por Bogotá. Durante a reunião, o presidente equatoriano Daniel Noboa pretende abordar a colaboração no enfrentamento do narcotráfico na região.
As relações comerciais entre Equador e Colômbia são significativas, com a Colômbia sendo o maior parceiro comercial do Equador na Comunidade Andina. Embora Quito afirme ter autonomia suficiente para suprir sua demanda de energia, as tensões em torno das tarifas e do tráfico de drogas continuam a ser um desafio. O desfecho dessa reunião poderá influenciar a dinâmica comercial e a cooperação entre os dois países, que estão buscando soluções conjuntas para problemas que afetam suas fronteiras.

