O empresário Sérgio Nahas foi detido na Bahia no dia 17 de janeiro de 2026, quase 24 anos após o assassinato de sua esposa, Fernanda Orfali, ocorrido em maio de 2002 em São Paulo. A prisão se deu em Praia do Forte, um conhecido destino turístico, e foi resultado de um longo processo judicial que envolveu uma série de recursos apresentados por sua defesa.
O assassinato ocorreu no apartamento do casal em Higienópolis, onde Fernanda foi morta com um tiro no peito após solicitar a separação. As investigações revelaram que o crime estava relacionado ao uso excessivo de substâncias ilícitas por Nahas e a um relacionamento extraconjugal. Apesar de sua condenação em 2018, a execução da pena foi adiada por mais de dois anos devido a apelações e manobras legais, levantando questões sobre a influência de seu alto poder aquisitivo no andamento do processo judicial.
Após a confirmação da sentença pelo Supremo Tribunal Federal, a justiça determinou que Nahas deveria cumprir a pena em regime fechado. A inclusão de seu nome na Difusão Vermelha da Interpol destaca a gravidade do caso e a necessidade de garantir que ele não fugisse do Brasil. Para o advogado da família Orfali, a morosidade do processo reflete um padrão de atrasos devido à apresentação sucessiva de recursos, o que levanta preocupações sobre a eficácia do sistema judicial em casos de violência doméstica.

