Sérgio Nahas, um empresário, foi preso na Praia do Forte, na Bahia, quase 24 anos após ter assassinado sua esposa, Fernanda Orfali, em São Paulo, em maio de 2002. O crime ocorreu durante uma discussão em que Fernanda pediu a separação, e ela foi fatalmente atingida por um disparo. Sua prisão aconteceu no sábado, 17, e foi facilitada por um sistema de câmeras de segurança na área.
O processo judicial que culminou na prisão de Nahas foi marcado por longas esperas e uma série de recursos. Após a condenação inicial em 2018, ele recorreu em liberdade, e sua pena foi posteriormente aumentada para 8 anos e 2 meses. A defesa argumenta que Nahas enfrenta problemas de saúde e não tinha intenção de se esconder, mas o advogado da família da vítima aponta que seu alto poder aquisitivo contribuiu para a lentidão do processo judicial.
O caso de Sérgio Nahas destaca a complexidade do sistema judiciário brasileiro, especialmente em casos de violência doméstica. A condenação de um indivíduo com recursos financeiros significativos levanta debates sobre justiça e igualdade diante da lei. Com a prisão finalmente efetivada, o caso também reitera a importância de medidas que garantam a celeridade nos julgamentos de crimes de violência contra a mulher.

