O musical “Beautiful Little Fool”, em cartaz no Southwark Playhouse Borough, Londres, apresenta a vida de F. Scott e Zelda Fitzgerald, mas não consegue capturar a complexidade e o glamour do casal da Era do Jazz. A produção, dirigida por Michael Greif e com músicas de Hannah Corneau, aposta nas habilidades vocais do elenco, mas falha em explorar as profundezas emocionais da história. A narrativa é vista através da lente da filha do casal, Scottie, que interage com seus pais em diferentes fases da vida durante a peça.
A tentativa de resgatar a figura de Zelda Fitzgerald, muitas vezes reduzida a esposa problemática de F. Scott, é um tema recorrente nas artes. A nova abordagem busca mostrar sua luta como uma mulher criativa em uma sociedade limitadora, mas a execução deixa a desejar. O cenário, elaborado por Shankho Chaudhuri, é atraente para os amantes de literatura, mas a estrutura narrativa e os questionamentos sobre a presença de Scottie na história não são bem explorados, resultando em uma experiência menos impactante.
Com a produção enfrentando críticas mistas, surge a questão sobre o futuro da narrativa dos Fitzgeralds no teatro. O musical pode servir como um ponto de partida para discussões mais profundas sobre a dinâmica familiar e as pressões sociais da época, mas a falta de um desenvolvimento robusto pode limitar seu apelo. A peça pode ainda encontrar seu caminho para um aperfeiçoamento, mas, por enquanto, não faz jus à rica história do casal e suas contribuições culturais.

