A União Europeia (UE) manifestou disposição em avançar com a aplicação provisória do acordo de livre comércio com o Mercosul, apesar da decisão do Parlamento Europeu de encaminhar o pacto à Corte Europeia de Justiça. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a implementação ocorrerá assim que ao menos um país do Mercosul ratificar o tratado, destacando o interesse do bloco em iniciar os benefícios do acordo o quanto antes.
A votação do Parlamento, realizada na quarta-feira, resultou em um encaminhamento do acordo para revisão legal, o que pode atrasar a ratificação por até dois anos. O tratado, negociado por 25 anos, visa eliminar mais de 90% das tarifas sobre produtos entre a UE e os países do Mercosul, que incluem Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Entretanto, há pressões de países como a Alemanha em favor de uma implementação rápida, enquanto nações como a França expressam preocupações sobre o impacto nos setores agrícolas locais.
Ainda não houve decisão formal sobre a aplicação provisória do acordo, mas líderes europeus, incluindo o presidente do Conselho da UE, António Costa, indicaram que a Comissão pode prosseguir mesmo diante do impasse político. O futuro do acordo dependerá, assim, das deliberações políticas internas e da resposta dos países do Mercosul, que buscam equilibrar interesses econômicos e proteções setoriais.

