Promotores na Espanha decidiram arquivar uma denúncia de assédio sexual e tráfico humano contra o cantor Julio Iglesias, apresentada por duas ex-funcionárias de suas mansões no Caribe. O arquivamento ocorreu em 23 de janeiro de 2026, com a alegação de que os supostos crimes ocorreram fora da jurisdição espanhola, o que impossibilita qualquer ação legal no país.
As denunciantes relataram ter sofrido toques inadequados, insultos e humilhações em um ambiente de controle e assédio constante. As acusações trouxeram à tona questões sérias sobre o tratamento de trabalhadores em ambientes considerados de luxo. Apesar da gravidade das alegações, a decisão do tribunal limita a capacidade de qualquer investigação mais aprofundada sob a lei espanhola.
O arquivamento da denúncia levanta preocupações sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores e a responsabilidade de figuras públicas diante de graves acusações. As implicações dessa decisão podem estimular um debate mais amplo sobre a responsabilidade legal de indivíduos em situações semelhantes, especialmente em contextos internacionais, onde a jurisdição pode ser um obstáculo significativo para a justiça.

