Uma ofensiva governamental rápida na Síria resultou em uma reviravolta significativa, comprometendo mais de dez anos de autogoverno curdo no nordeste do país e ampliando o controle do presidente Ahmed al-Sharaa. As Forças Democráticas Sírias (SDF), que anteriormente controlavam cerca de 25% do território, perderam grande parte de sua influência em questão de dias. Embora tenham acordado a dissolução em princípio, a SDF ainda não demonstrou disposição para tal, o que gera preocupações sobre uma trégua frágil.
A situação é ainda mais complexa devido ao papel dos Estados Unidos, que anteriormente contavam com a SDF na luta contra o Estado Islâmico. O presidente Donald Trump tem demonstrado simpatia por Sharaa, um ex-jihadista, aumentando a frustração da administração americana com a SDF, que não conseguiu implementar acordos de integração no novo exército. A declaração do enviado especial dos EUA para a Síria sugere que a parceria com a SDF pode estar se esgotando, pois Damasco se prepara para assumir as responsabilidades de segurança.
Com a possibilidade de uma integração forçada por parte de Damasco, há um risco significativo de novos conflitos na região. A busca por uma resolução pacífica é essencial para evitar uma escalada de violência, que poderia resultar em mais instabilidade não apenas para a Síria, mas também para os países vizinhos. O cenário atual demanda atenção internacional, uma vez que o desfecho desta crise pode ter implicações duradouras na dinâmica política e de segurança do Oriente Médio.

