Na quinta-feira (22), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou alterações significativas no estatuto do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As mudanças possibilitam que o fundo intervenha em instituições financeiras em dificuldades antes que a liquidação seja decretada pelo Banco Central. Isso ocorre em um contexto de crise, especialmente após a liquidação do grupo Master, que pode resultar em um impacto financeiro de até R$ 50 bilhões ao FGC.
As novas regras permitem operações como a mudança de controle das instituições em crise e a transferência de ativos e passivos para outros bancos. O FGC enfatiza que essas medidas buscam evitar a interrupção de serviços aos clientes e reduzir os custos associados a quebras financeiras. Além disso, as alterações alinham-se a padrões internacionais, refletindo um esforço contínuo de modernização na proteção aos depositantes.
Com as novas diretrizes, o FGC poderá também antecipar contribuições das instituições associadas e implementar cobranças extraordinárias para cobrir eventuais prejuízos. Um prazo máximo de três dias foi estabelecido para o início do pagamento das garantias, aumentando a transparência e a eficiência do fundo. Essas ações visam garantir maior estabilidade e solidez ao sistema financeiro nacional, assegurando proteção a correntistas e investidores em caso de falência de bancos autorizados.

