O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que, em 2025, a inflação para famílias de renda muito baixa reduziu-se para 3,81%, impulsionada pela queda nos preços de alimentos básicos como arroz e feijão. Em contrapartida, os aumentos nos custos de energia elétrica, gás de botijão e serviços de saúde impactaram negativamente o orçamento dessas famílias. Esta análise reflete uma mudança significativa no panorama inflacionário em relação a 2024, quando as famílias mais vulneráveis enfrentaram pressões maiores de preços.
A pesquisa do Ipea destacou que, enquanto a inflação para a faixa de renda alta subiu para 4,72%, as demais classes de renda experimentaram uma queda em seus índices inflacionários. Essa descompressão foi atribuída principalmente à diminuição dos preços dos alimentos, cuja variação recuou de 8,2% em 2024 para apenas 1,4% em 2025. Além disso, a desaceleração nos preços de eletroeletrônicos e gasolina também contribuiu para o alívio na inflação percebido pelas famílias de baixa renda.
Os resultados demonstram que, no cenário inflacionário de 2025, a renda mais baixa se beneficiou de uma redução nos preços dos alimentos, embora ainda enfrentasse desafios significativos com os custos de habitação e saúde. O aumento dos preços de gás, energia elétrica e produtos farmacêuticos, entre outros, continua a pressionar os orçamentos dessas famílias. Essa situação ressalta a complexidade da dinâmica inflacionária e a necessidade de políticas que abordem adequadamente as disparidades econômicas entre diferentes grupos de renda.

