Nesta sexta-feira, 23, o ouro fechou em alta, aproximando-se da marca histórica de US$ 5.000, impulsionado pela busca por proteção em um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas. O ouro para fevereiro foi cotado a US$ 4.979,70 por onça-troy, com uma máxima de US$ 4.989,90. Em paralelo, a prata também se destacou, encerrando em um patamar recorde de US$ 101,33 por onça-troy.
O avanço dos metais preciosos é atribuído a uma demanda crescente, tanto por proteção quanto pelo consumo industrial robusto, em um mercado físico apertado. Além disso, a valorização da prata e de outros metais, como platina e paládio, reflete um ambiente favorável para ativos reais. Especialistas indicam que o ouro pode ainda ultrapassar a marca de US$ 5.200, sustentado por compras de bancos centrais e tensões geopolíticas.
A consolidação do ouro como um hedge contra a imprevisibilidade política dos EUA é destacada por analistas, que afirmam que a redução de temores imediatos quanto a tarifas entre EUA e Europa não afetou seus ganhos. O cenário atual, caracterizado por um dólar mais fraco e elevado endividamento global, alimenta o apetite por ativos como o ouro, que se mantém em alta em meio a crescentes incertezas internacionais.

