O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou, no dia 22 de janeiro de 2026, a tentativa de expedir um mandado de prisão falso contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. O órgão destacou que a fraude foi realizada por meio do uso indevido de credenciais comprometidas, e não por uma invasão hacker, como se temia inicialmente.
Segundo informações do CNJ, as credenciais de acesso foram obtidas de forma irregular, permitindo assim a tentativa de alteração de dados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O CNJ ressaltou que não houve expedição efetiva de mandados de prisão e que as informações foram prontamente corrigidas após a detecção do incidente. Este não é o primeiro caso envolvendo Moraes, que já havia sido alvo de uma invasão anterior, gerando um mandado falso assinado por ele mesmo.
A situação levanta questões sobre a segurança dos dados judiciais e a proteção contra fraudes no sistema. Enquanto isso, Walter Delgatti Neto, o hacker envolvido na invasão anterior, cumpre pena em regime semiaberto, enquanto a ex-deputada Carla Zambelli aguarda sua extradição da Itália. O CNJ continua a monitorar a integridade de seu sistema e reitera a importância da segurança digital para evitar novos incidentes.

