Em 22 de janeiro de 2026, o Serviço Nacional de Parques retirou uma exposição sobre a escravidão da Casa do Presidente, localizada em Filadélfia, um marco do Parque Histórico Nacional da Independência. Essa ação ocorre após meses de polêmica e protestos sobre a forma como o local, que narra a história das nove pessoas escravizadas por George Washington, deveria abordar seu conteúdo à luz de uma ordem executiva de 2025 que buscava remover relatos que pudessem ‘desmerecer’ figuras históricas.
A remoção da exposição é um reflexo da crescente tensão em torno da história da escravidão nos Estados Unidos, especialmente desde os protestos de 2020. Durante esses protestos, muitas estátuas de Washington foram vandalizadas, gerando um debate sobre a natureza da honra a figuras históricas que participaram da escravidão. Apesar de muitos argumentarem que é crucial reconhecer a relação de Washington com a escravidão para entender sua verdadeira herança, a resistência a essa narrativa persiste, especialmente entre conservadores.
Esse debate, que já dura 250 anos, revela as lutas contínuas da sociedade americana em lidar com sua história. A remoção da exposição não neutraliza a polêmica, mas a reitera, enfatizando a necessidade de confrontar o legado ambíguo de Washington e a escravidão. Cada geração é chamada a revisitar essas questões, equilibrando os sentimentos de orgulho e vergonha que cercam a figura de Washington e sua complexa história.

