Governador do RJ exonera diretor da Rioprevidência após operação da PF

Laura Ferreira
Tempo: 2 min.

Na tarde de 23 de janeiro de 2026, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, exonerou Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente do RioPrevidência. A decisão ocorre em meio a uma operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades nos investimentos do fundo de previdência dos servidores em títulos de um banco privado. Antunes estava ciente da operação e deixou o país dias antes da ação policial.

A operação Barco de Papel, desencadeada pela PF, visa apurar crimes como gestão fraudulenta e desvio de recursos, relacionados a cerca de R$ 970 milhões aplicados em Letras Financeiras emitidas pelo banco. Os agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na sede do Rioprevidência e nas residências de ex-gestores do fundo, incluindo o ex-diretor de Investimentos e o ex-gerente de Investimentos, que também deixaram seus cargos após as suspeitas. O paradeiro de Antunes permanece desconhecido.

As investigações, que tiveram início em novembro de 2025, revelam um cenário preocupante sobre a gestão financeira do fundo, expondo-o a riscos elevados e incompatíveis com sua finalidade. O Rioprevidência está em negociações para substituir as Letras Financeiras por precatórios federais, enquanto a PF continua a apurar os detalhes das operações que podem ter comprometido o patrimônio do fundo em nome de interesses privados.

Compartilhe esta notícia