Em 23 de janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua desaprovação em relação ao Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, anunciado por Donald Trump durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Lula destacou que a proposta, que visa supervisionar a reconstrução da região após anos de conflitos, representa uma violação da Carta da ONU e reforça a ‘lei do mais forte’ nas políticas internacionais.
O Brasil não participou do evento, embora Lula tivesse recebido o convite para integrar o conselho. O presidente brasileiro criticou a exclusão das autoridades palestinas e argumentou que a iniciativa de Trump busca estabelecer um novo modelo de ONU, sob controle dos Estados Unidos, comprometendo a discussão multilateral necessária para a resolução de conflitos globais. A proposta inclui a construção de resorts de luxo na região, o que foi recebido com ceticismo.
A crítica de Lula se insere em um contexto mais amplo de tensões internacionais, onde o multilateralismo enfrenta desafios crescentes. Ao reafirmar a necessidade de ampliar o Conselho de Segurança da ONU, Lula ressaltou que a proposta de Trump reduz significativamente o espaço para debate global e cooperação entre nações. A repercussão dessas declarações pode influenciar a postura do Brasil em futuras discussões sobre a paz no Oriente Médio.

