No último evento do governo federal em Maceió, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou um cidadão do Banco Master de ter aplicado um golpe de R$ 40 bilhões. Durante sua fala, Lula não nomeou o proprietário da instituição, mas enfatizou que o impacto financeiro será suportado por outros bancos, entre eles o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. Essa declaração foi feita durante a entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida, destacando uma preocupação com as consequências sociais do escândalo.
A afirmação de Lula surge em um contexto de crescente preocupação sobre a integridade do sistema financeiro nacional. O Banco Central já havia determinado a liquidação do Banco Master em novembro do ano anterior, após a negação da proposta de sua aquisição pelo BRB. Além disso, um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal investiga diversas supostas irregularidades, como gestão fraudulenta e corrupção passiva, envolvendo a instituição.
O discurso do presidente não apenas levanta questões sobre a responsabilidade dos bancos, mas também sobre a proteção dos cidadãos mais vulneráveis. A interrupção de Lula por um membro da plateia, que defendeu os administradores do banco, revela a polarização de opiniões a respeito do caso. À medida que o inquérito avança, as implicações para a confiança pública no sistema financeiro podem ser significativas, exigindo uma resposta robusta das autoridades competentes.

