O colunista Adrian Wooldridge, da Bloomberg, aponta que a Europa está entrando em uma nova era de humilhação, marcada pela fragilidade de suas lideranças. Ele observa que, ao longo da história, o continente passou por diversas fases, mas atualmente se tornou um mero observador no cenário mundial. Essa análise é especialmente crítica em relação à hesitação dos líderes ao lidarem com pressões externas, como as reivindicações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia.
Wooldridge critica especificamente a resposta dos líderes europeus, que, segundo ele, se limitam a consultar-se entre si sem tomar decisões firmes. Ele menciona figuras atuais, como o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron, que não conseguem inspirar confiança ou demonstrar uma liderança eficaz. Além disso, o colunista recorda líderes do passado, como Angela Merkel, que ele considera a última com potencial para implementar reformas significativas no continente.
A análise sugere que as chances de surgirem novos líderes carismáticos e decisivos na Europa são extremamente baixas. Wooldridge conclui que a atual geração de líderes é incapaz de gerar mudanças significativas, o que pode ter repercussões duradouras para o futuro político e econômico da região. Essa reflexão sobre a liderança europeia levanta questões sobre a capacidade do continente de se adaptar e responder a desafios globais, em um mundo cada vez mais complexo.

