No dia 24 de janeiro de 2026, a agência sanitária da União Africana anunciou que o mpox, anteriormente conhecido como varíola dos macacos, deixou de ser classificado como uma emergência de saúde pública no continente africano. A declaração foi feita pelo presidente da Africa CDC, Jean Kaseya, que ressaltou a queda significativa no número de casos da doença.
O mpox, que causa febre alta e lesões cutâneas e pode ser fatal, teve uma redução de 40% nos casos suspeitos e de 60% nos casos confirmados entre os picos de transmissão de 2025. Em 2024, a doença havia apresentado números alarmantes, com 80.276 casos suspeitos e 1.340 mortes, superando os registros dos anos anteriores. A OMS também havia declarado que a situação da doença na África era preocupante, com 78% dos casos globais ocorrendo no continente.
A identificação do mpox remonta a 1970, na República Democrática do Congo, e sua propagação para o resto do mundo começou em 2022. O levantamento do estado de emergência pode indicar um controle mais eficaz da doença na região, mas é necessário monitorar a situação para evitar futuros surtos, especialmente em países desenvolvidos onde o vírus não circulava anteriormente.

