Davos 2026 revela cautela entre CEOs e alerta do JPMorgan sobre imigração

Camila Pires
Tempo: 2 min.

O Fórum Econômico Mundial de 2026, realizado em Davos, concluiu sua edição com uma postura mais cautelosa entre os CEOs, que evitaram comentários políticos diretos. A presença de mais de 800 executivos evidenciou uma preocupação com possíveis retaliações regulatórias e comerciais, refletindo um ambiente tenso nas relações entre o mundo corporativo e a política. Essa cautela se manifesta em um contexto de crescimento econômico moderado e avanços tecnológicos, onde a geopolítica influencia diretamente as decisões empresariais.

Apesar do tom reservado, o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, fez um alerta importante ao criticar as restrições à imigração nos Estados Unidos, destacando que a falta de mão de obra pode impactar setores essenciais da economia. Em um dos debates, Dimon enfatizou que a imigração é vital para o crescimento econômico, ressaltando que as políticas atuais podem prejudicar o desempenho de setores como saúde e agricultura. Essa discussão sobre imigração reflete uma mudança na percepção de como a política se entrelaça com questões econômicas e a produtividade.

O desdobramento das conversas em Davos 2026 sinaliza um caminho desafiador para o futuro, onde a interconexão entre decisões políticas e o ambiente econômico se torna mais evidente. Com um cenário global em constante transformação, os líderes empresariais precisam navegar cuidadosamente entre as demandas políticas e as necessidades de crescimento. O evento também reafirma a importância de Davos como um espaço para antecipar tendências que moldarão a economia e a política nos próximos meses.

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