Líderes europeus homenageiam soldados após críticas de Trump sobre Otan

Patricia Nascimento
Tempo: 1 min.

Neste sábado (24), Itália, Dinamarca e Alemanha prestaram homenagens aos soldados que perderam a vida durante a missão no Afeganistão, em resposta a comentários controversos feitos por Donald Trump sobre os aliados da Otan. O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, destacou a importância de lembrar os 53 soldados italianos mortos e os 723 que ficaram feridos ao longo do conflito.

O ministro da Defesa italiano, Guido Crosetto, criticou as análises superficiais sobre o papel das tropas italianas, enfatizando que não aceitará tais interpretações. Na Alemanha, o ministro da Defesa, Boris Pistorius, lembrou que seu país também pagou um alto preço, com 59 soldados e três policiais mortos. Ele ressaltou que muitos veteranos ainda sofrem as consequências físicas e psicológicas daquela missão.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, descreveu as declarações de Trump como “insuportáveis”, expressando a dor que isso causa aos veteranos dinamarqueses. As reações dos líderes europeus demonstram a seriedade com que encaram o legado da missão no Afeganistão e a necessidade de reconhecer os sacrifícios feitos por seus soldados, em contraste com a visão apresentada por Trump.

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