Recentemente, autoridades dos Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia se encontraram em uma reunião que prometia tranquilidade, mas a situação mudou com a nomeação de um enviado especial para a Groenlândia pelo presidente Donald Trump. A escolha de Jeff Landry e sua declaração de que ajudaria a “tornar a Groenlândia parte dos EUA” surpreenderam diplomatas e analistas, indicando uma mudança abrupta na abordagem de Trump em relação à política externa.
A nomeação de Landry e a retórica militar em relação à Groenlândia causaram alarme tanto em Washington quanto entre os aliados ocidentais, levantando preocupações sobre a falta de consulta a diplomatas. Em meio a essa tensão, Trump e membros de seu governo insinuaram a possibilidade de ações militares, o que gerou reações imediatas de parlamentares preocupados com as implicações de uma possível invasão e as consequências para a política exterior americana.
Embora Trump tenha tentado minimizar as preocupações ao afirmar que estava trabalhando em um acordo com a Otan, especialistas alertam que a incerteza em torno de suas ameaças já danificou a confiança dos aliados. A situação ressalta um padrão de formulação de políticas que ignora a burocracia tradicional e pode ter efeitos duradouros nas relações diplomáticas dos Estados Unidos, especialmente em um cenário de crescente rivalidade com potências como a Rússia e a China.

