A reunião trilateral realizada em Abu Dhabi, envolvendo as delegações dos Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, não trouxe avanços para a resolução do conflito ucraniano. O foco do encontro foi nas questões territoriais e de segurança, que são vistas como os principais obstáculos para um acordo de paz duradouro. Especialistas afirmam que a situação atual é resultado da recusa da Ucrânia em considerar concessões territoriais à Rússia.
O analista internacional Ricardo Cabral, em entrevista à Sputnik Brasil, enfatiza que enquanto o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, estiver no poder, as chances de progresso nas negociações são mínimas. Ele sugere que uma possível estratégia dos Estados Unidos poderia incluir a articulação de uma transição de governo em Kiev. Além disso, Cabral menciona que a corrupção na Ucrânia, cada vez mais associada a Zelensky, complica ainda mais o cenário.
Cabral acredita que as negociações poderiam se desenvolver caso a Ucrânia demonstrasse uma real disposição para dialogar. No entanto, ele observa que, neste momento, os ucranianos parecem estar atuando sob a influência de interesses europeus, sem uma vontade independente. A análise indica que as expectativas de uma vitória ucraniana são baixas, e o desgaste dos aliados europeus pode ocorrer antes de uma exaustão russa, complicando ainda mais o panorama do conflito.

