A capital paulista reportou em 2025 o maior número de mortes no trânsito desde 2015, totalizando 1.034 óbitos. Os dados, coletados pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito de São Paulo, revelam que os motociclistas foram os mais afetados, representando 475 fatalidades. As estatísticas indicam também um aumento significativo entre pedestres e motoristas, evidenciando uma tendência preocupante.
O aumento nas mortes pode ser atribuído, segundo especialistas, à maior utilização de motocicletas e à migração de usuários do transporte público para veículos individuais, um fenômeno intensificado pela pandemia de covid-19. O urbanista Flaminio Fichmann destaca que essa mudança gera um aumento no risco de acidentes, uma vez que o transporte individual é considerado mais perigoso. Além disso, o número elevado de acidentes reflete a falta de infraestrutura viária adequada para suportar o crescente volume de tráfego.
A Prefeitura de São Paulo anunciou várias iniciativas para melhorar a segurança no trânsito, incluindo a criação de Áreas Calmas com limite de velocidade reduzido e a implementação de novas faixas de pedestres. Fichmann sugere que o incentivo ao uso do transporte coletivo poderia não apenas reduzir as fatalidades, mas também beneficiar o sistema de saúde pública. A situação requer atenção urgente das autoridades para evitar um aumento ainda maior nas estatísticas de acidentes fatais.

