Heineken troca CEO em meio a crise no mercado cervejeiro brasileiro

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A Heineken anunciou a saída de seu CEO global, Dolf van den Brink, em um contexto desafiador para o mercado cervejeiro brasileiro, que enfrenta uma queda significativa nas vendas. A decisão ocorre em um período em que a empresa mantém planos de expansão, incluindo uma nova planta em Passos, Minas Gerais, que promete aumentar a capacidade de produção em 5 milhões de hectolitros por ano.

As vendas de cerveja no Brasil caíram entre 6,5% e 7% em 2025 em comparação ao ano anterior, segundo a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja. Este cenário de retração não é exclusivo da Heineken, pois a companhia também observou uma diminuição de 4,3% no volume global de cerveja vendido. Especialistas apontam que a falta de condições favoráveis ao consumo, como clima e feriados, impactou negativamente as vendas, além da concorrência crescente por gastos dos consumidores.

A transição na liderança da Heineken pode ser um sinal de alerta para a empresa, que está investindo em expansão enquanto enfrenta volumes fracos de vendas. Para 2026, espera-se que fatores como a Copa do Mundo e feriados possam impulsionar o consumo, mas especialistas acreditam que a recuperação pode ser lenta. A situação atual exige uma análise cuidadosa das estratégias de mercado para garantir a sustentabilidade das operações da Heineken no Brasil.

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