A Heineken confirmou a saída de Dolf van den Brink, seu CEO global, em um cenário desfavorável para o mercado de cervejas no Brasil. A decisão, anunciada há pouco mais de uma semana, ocorre em um período de queda significativa nas vendas e pressões sobre as margens de lucro da empresa, que busca expandir suas operações no país, especialmente com a nova planta em Passos, Minas Gerais.
A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) indicou que o setor enfrentou uma queda de 6,5% a 7% no consumo de janeiro a setembro de 2025, refletindo um desinteresse crescente por parte dos consumidores. Fatores como a diminuição das oportunidades de consumo e a concorrência de outras formas de entretenimento, como as apostas esportivas, contribuíram para esse cenário desolador. Especialistas acreditam que a troca de liderança na Heineken poderá impactar a estratégia de expansão da empresa em um mercado já fragilizado.
Com a expectativa de um clima mais favorável e eventos como a Copa do Mundo em 2026, há esperanças de uma leve recuperação no setor. No entanto, analistas alertam que a melhoria dependerá mais de um aumento nas ocasiões de consumo do que de uma recuperação do poder aquisitivo das famílias brasileiras. A situação exige atenção redobrada da Heineken, que deve encontrar um equilíbrio entre expansão e sustentabilidade de suas operações no Brasil.

