No último domingo, 25, o Bahia enfrentou o Vitória no Barradão e saiu vitorioso por 1 a 0, evidenciando uma transformação significativa na rivalidade do futebol baiano. O jovem atacante Dell, conhecido como ‘Haaland do Sertão’, foi o protagonista da partida, marcando o gol decisivo e ressaltando o novo patamar financeiro do clube. Essa vitória se torna ainda mais emblemática considerando que o Bahia utilizou um time reserva, sugerindo uma nova estratégia de gestão sob a influência do Grupo City.
A disparidade técnica entre as equipes foi evidente ao longo do jogo. Apesar do Vitória ter apresentado maior volume de jogo em certos momentos, sua eficiência foi nula, enquanto o Bahia demonstrou solidez defensiva. A postura tática do Tricolor, que optou por preservar seus principais jogadores para o Campeonato Brasileiro, ilustra um desvio significativo na percepção de importância do clássico, que agora é encarado como um mero compromisso de calendário.
As implicações dessa mudança são profundas para o cenário do futebol baiano. O abismo financeiro entre Bahia e Vitória se amplia, refletindo a necessidade urgente do Vitória em transformar sua estrutura para manter a competitividade. Caso contrário, o Ba-Vi poderá se tornar um evento onde apenas um lado compete de verdade, enquanto o outro luta para se manter relevante, ameaçando a essência da rivalidade que sempre caracterizou esse clássico.

