Irã nega mortes em protestos e classifica informações como ‘mentira’

Jackelline Barbosa
Tempo: 2 min.

A Embaixada do Irã junto à Santa Sé negou, nesta segunda-feira (26), a informação de que mais de 30 mil pessoas teriam morrido em resposta aos protestos no país. Em nota, a representação diplomática considerou a cifra divulgada por veículos de comunicação internacionais como uma ‘grande mentira’, comparando-a a táticas de propaganda utilizadas durante o regime nazista. A declaração ocorre em meio a crescentes preocupações sobre a repressão violenta contra manifestantes no Irã.

O Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã contradiz a versão oficial, afirmando que o número real de mortos pode ultrapassar 43 mil. Desde o final de dezembro, o Irã enfrenta uma onda de protestos motivada não apenas pela crise econômica, mas também pela insatisfação com o regime teocrático que governa o país desde 1979. As autoridades iranianas têm reagido com violência, resultando em milhares de mortes e ameaças de pena de morte aos manifestantes.

O governo iraniano também implementou um bloqueio de internet, dificultando a comunicação e a organização dos protestos. A negação do número de mortos pela Embaixada do Irã levanta questões sobre a transparência e a proteção dos direitos humanos no país. Com a escalada da repressão, a comunidade internacional observa atentamente a situação, que pode ter sérias implicações para a estabilidade regional e os direitos civis no Irã.

Compartilhe esta notícia